Lean Startup: o caminho viável para o empreendedorismo

Quem já empreendeu sabe que a primeira coisa que todo bom empreendedor faz, quando tem uma ideia, é um plano de negócios. Ele investe tempo e neurônios pesquisando (muita gente faz até curso!), entendendo o mercado, os riscos, fazendo projeções de investimento e de retorno financeiro, estudando gráficos e tentando reunir um volume de informações que lhes dê a sensação de “ok, sei onde estou pisando”. Mas, se isso fazia sentido até algum tempo atrás, hoje essa lógica mudou.

O fato é que a grande maioria dos planos de negócios, quando saem do papel, viram produtos/serviços que ninguém compra, gosta ou usa. Como diria Mike Tyson, “todo mundo tem um plano até levar um direto na boca”. E nada como um péssimo primeiro feedback de clientes para dar adeus ao tão bem elaborado plano de negócios.

O fato é que tudo muda muito rápido. De um dia para o outro um negócio que ia bem pode ser ameaçado por alguma empresa digital inovadora. E, mais: a forma como as pessoas tomam suas decisões de compra também está mudando. Cada vez mais elas buscam por experiências incríveis, além de produtos e serviços realmente úteis e que sanem suas dores.

O problema é que o padrão de “experiência incrível”, bem como as suas necessidades, também muda rápido. E acompanhar essa demanda que varia com a velocidade da luz é um baita desafio!

 

Mas, e aí? Vale a pena empreender mesmo assim?

 

Claro! Desde que você saiba como.

Pensando no contexto em que estamos vivendo, faz pouco sentido tentar prever como seu negócio estará rodando nos próximos cinco anos ou dez anos. Aliás, se existe algum tipo de estudo que vale a pena fazer nesse momento é o estudo do seu cliente em potencial.

O que esse público está buscando? Em quais canais ele se relaciona? Qual é a sua linguagem, valores, preferências? Veja que, aqui, não estamos falando de gênero, idade ou localização geográfica. Estamos falando de comportamento. E, para isso, você precisará investir em análise de dados, business inteligence, big data.

E claro, você não conseguirá encubar todas as características do seu público em um tipo de persona por mais específico que seja o nicho do seu negócio. As pessoas não são iguais, seu público também não. Fique atendo às diferenças, crie personas diferentes, tenha uma estratégia de produto e comunicação para cada uma delas.

Sabendo quem é o seu cliente fica bem mais fácil entender se o seu produto/serviço tem valor para ele!

 

Lean startup: o caminho viável

 

A expressão lean surgiu lá atrás, quando a Toyota cunhou o termo (e criou o método) lean manufacturing, ou “manufatura enxuta”. O objetivo era otimizar a manufatura dentro da fábrica a tal ponto que todas as ações, processos e iniciativas que não agregassem valor real ao produto final fossem excluídas ou reduzidas ao mínimo necessário. A ideia era deixar o processo o mais enxuto possível, de forma a entregar valor nas mínimas partes.

Transpondo esse conceito para o empreendedorismo, temos aqui duas vertentes: primeiro, o produto/serviço precisa entregar valor e, segundo, você precisará descobrir como fazer isso rapidamente (senão o processo não é enxuto, certo?).

Analisando a primeira vertente, podemos entender que um produto/serviço entrega valor quando ele realmente é útil para alguém (ou alguéns). E, acredite, se esse público tem interesse real na existência desse produto/serviço, ele poderá dispender energia, tempo e dinheiro para tê-lo.

Isso nada mais é do que um novo padrão de comportamento típico de um contexto onde prevalece a cultura da cooperação, que é exatamente o nosso momento atual. Os coworkings, colivings, códigos abertos, economia compartilhada, financiamentos coletivos para tudo o que se possa imaginar estão aí provando o que estamos dizendo.

 

É preciso errar, mas errar rápido!

 

É claro que o produto/serviço tem que ser bom (bom mesmo!) para muita gente, não apenas para o seu criador. E, para saber isso (e todos os outros caminhos do seu negócio), você precisará errar.

Precisará errar para descobrir que seu produto, para vender bem, precisará ser modificado. Precisará errar para entender que os canais de comunicação com o seu público não são os que você imaginou. Precisará errar, inclusive, para saber que o seu corebusiness terá que ser transformado caso você pretenda realmente empreender.

Eis o caminho para a segunda vertente que falamos lá em cima e o coração do Lean Startup.

 

Começando pelo produto viável mínimo

 

Um dos princípios essenciais do lean manufacturing é a produção sob demanda. No modelo Toyota, isso representava uma redução drástica em estoques e, claro, um custo de equipe que só era dispendido em caso de demanda real. Mas como essa visão pode ser aplicada no modelo lean startup?

Como em todo negócio, tempo também é dinheiro. Assim, você precisará se movimentar rapidamente, levando seu produto/serviço ao mercado com agilidade para começar, o quanto antes, a analisar a reação do público.

Isso significa, na prática, que o produto ou serviço não necessariamente estará acabado no seu lançamento. Ele ainda estará em fase de construção e será, conforme feedbacks e tropeços, otimizado, alterado ou, como dizem os especialistas em lean startup, “pivotado”. Nesta fase, o produto ou serviço nada mais é do que uma versão zero, ou, produto viável mínimo (MVP).

É importante não se apegar a esse MVP, afinal, ele nasceu para mudar. E as mudanças podem ser pequenas lapidações ou, em casos extremos, completas reconstruções. O importante mesmo é que você acompanhe, meça, utilize big data (já falamos isso!), entenda como o público interage com sua proposta e se mova rapidamente, para chegar à melhor versão do seu produto/serviço.

Esses são os princípios do lean startup e o motivo porque acreditamos que é o melhor caminho para se empreender. Para as empresas que querem se reinventar, investir em transformação digital, lançar novos produtos em plataformas digitais ou mudar seu modelo de negócios, é também a melhor opção!

Se você precisa de ajuda para começar, entre em contato conosco!