O que é Design Thinking?

Criar uma solução perfeita para todos os envolvidos com o projeto: eis o que a abordagem do Design Thinking promete. Difundida como melhor caminho para o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, essa abordagem tem se expandido e vem sendo utilizada também no universo da tecnologia da informação e para a concepção de ferramentas empresariais de alta performance. Neste texto explicamos o que é Design Thinking (DT), qual valor ele pode entregar e quais são as fases da abordagem.

  

 O que é design thinking? 

 

A  liberdade para desbravar novos caminhos

 

 

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Como bem disse Albert Einstein, “continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes é uma insanidade”. E, em um contexto onde a sobrevivência de empresas e negócios depende da sua capacidade de inovação, buscar novos caminhos e soluções é essencial.

 

Essa é exatamente a proposta do Design Thinking: imergir em contextos específicos para absorver necessidades, comportamentos e perspectivas de forma a propor e validar soluções efetivas para uma infinidade de problemas. Seja para a concepção de novos produtos, serviços ou modelos de negócio, o Design Thinking permite encontrar soluções centradas na qualidade da experiência dos envolvidos (do proponente ao usuário final).

 

Para entender melhor o que é o design thinking na prática você vai precisar entender suas três fases: imersão, ideação e prototipagem.

 

Imersão: descobrindo o problema   

   

O foco da primeira etapa do Design Thinking é descobrir o real problema. Parte-se do pressuposto de que boa parte do sucesso do projeto depende do entendimento real das necessidades para o mesmo. Esse processo deve envolver todas as pessoas interessadas.

 

 

No caso de empresas que buscam uma solução digital, por exemplo, é essencial reunir gestores, diretores e coordenadores de todas as áreas relacionadas ao projeto. Pesquisas junto aos usuários finais também são essenciais.

 

A ideia é que nessa fase haja um esforço coletivo para conhecer profundamente todas as dores e necessidades dos envolvidos (inclui estudo do contexto de cada um deles, levantamento das necessidades, anseios e perspectivas). Esta fase pode ser dividida em duas etapas: preliminar e em profundidade.

 

Imersão preliminar

 

Na fase preliminar, faz-se um levantamento de informações sobre o contexto da empresa e problemas críticos, além das necessidades das partes interessadas no projeto. Aqui são capturados dados que explicitam, na visão dos stakeholders, as necessidades do novo produto, sistema ou aplicação. Reuniões, entrevistas, dinâmicas e outros exercícios em grupo são usados nessa fase.

 

Após a captura de dados, é feito um mapeamento do problema a partir das visões da equipe externa (empresa que vai projetar a solução). Esse mapa é apresentado novamente aos stakeholders que passam a analisá-lo e interagir com o problema visto de outra perspectiva. Desse processo surgem insights para a imersão mais profunda, segunda etapa da fase de imersão.

 

Imersão em profundidade

 

Na imersão em profundidade são analisados contextos de vida e comportamento dos envolvidos (stakeholders e usuários finais). Hábitos, atitudes, padrões de reação em situações específicas, preferências e afinidades são mapeadas aqui. Nesta fase são levantados também os critérios que vão orientar a proposta da solução. Essas informações são essenciais para, ao final, entregar uma experiência satisfatória.

 

Ao fim da primeira etapa, tem-se clareza do problema e das necessidades que a aplicação (seja produto, serviço, modelo de negócio, sistema ou ferramenta digital) deve atender.

 

Ideação: trazendo à tona as possibilidades

 

Nesta fase, através de encontros, reuniões para brainstorming e catalogação de ideias são levantadas as primeiras possibilidades para a solução. O objetivo dessa fase é listar o maior número possível de ideias, envolvendo para isso usuários finais e stakeholders.

 

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Depois de apresentadas todas as ideias, elas são catalogadas em uma matriz de posicionamento que permite a organização das mesmas a partir de similaridades. Feito isso, elas são confrontadas quanto ao atendimento dos pré-requisitos de cada persona levantados na fase anterior. Essa estratégia permite analisar pontos fortes e fracos de cada ideia, eliminando as que não atendam a todas as necessidades.

 

Prototipagem: validando as ideias a partir de protótipos

 

O objetivo da terceira fase é validar as ideias a partir da análise da interação com protótipos das soluções. Aqui são apresentadas aos envolvidos no projeto as primeiras versões da solução.

 

Neste momento são realizados uma série de testes sequenciais que visam levantar rapidamente o maior número possível de erros e inadequações do protótipo. Além de perceber a visão dos usuários acerca do produto/solução, essa fase permite que insights colhidos anteriormente sejam validados ou não.

 

A refação dos protótipos é inerente à essa fase. O mais importante aqui é que tudo isso ocorra rapidamente, reduzindo custos da fase e, claro, minimizando falhas de desenvolvimento e inadequações do entregável.

 

Os testes dessa fase podem ser feitos em diversos níveis, dependendo do quê está sendo desenvolvido. Um aplicativo, por exemplo, pode ser inicialmente testado em um ambiente controlado, junto a um grupo de usuários específicos. Mas ele também pode ser testado por uma infinidade de pessoas em ambientes externos (onde tenha barulho, variação de luminosidade, redes instáveis, etc).

 

O formato do protótipo também varia de acordo com o que está sendo desenvolvido. Se é um sistema, pode-se testar as telas e a usabilidade em desktops e mobile. Se é uma experiência de compra, por exemplo, o novo processo pode ser testado na prática, junto a clientes, no ambiente físico de uma loja (ou virtualmente, no caso de e-commerce).

 

Testar e lapidar

 

Independente do caminho percorrido para a validação dos protótipos, o objetivo é o mesmo: lapidar o entregável rapidamente, recriar novos protótipos e, por fim, iniciar a produção ou desenvolvimento.

 

Aqui cabe um alerta: apesar de parecerem totalmente separadas entre si, essas fases são complementares e podem acontecer, em alguns casos, concomitantemente. Um exemplo é quando se desenvolve um protótipo de um sistema empresarial. Na medida em que um protótipo é testado e validado junto aos usuários, novas pesquisas podem ser feitas para otimização e criações de outros modelos de teste. O importante é que o processo seja ágil e assertivo.

 

Agora que você já sabe o que é design thinking, aproveite os insights da abordagem para criar uma cultura da inovação em sua empresa!

 

Quem somos?

 

Somos a Interactive, uma empresa de consultoria e desenvolvimento de softwares, sistemas integrados e aplicações digitais perfeitas para os usuários. Ajudamos nossos clientes a perceberem suas reais necessidades, propondo e validando soluções possíveis de serem desenvolvidas e implementadas com agilidade e assertividade. Conheça a nossa abordagem!