Porque a inovação pode ser extraordinária

Sim, a inovação por si só tem valor.

Mas, quando ela consegue estar atrelada à uma necessidade essencial, até mesmo basal, subimos ao patamar do que estamos chamando aqui neste post de “inovação extraordinária”.

 

Pode parecer bastante simplista, mas o bom designer (ou qualquer profissional que almeje utilizar a abordagem de design centrada no usuário) tem como desafio primordial entender a essência do problema do usuário. Essa descoberta é o primeiro passo para a concepção de algo realmente relevante e inovador, mesmo que o próprio usuário ainda não tenha clareza do seu problema.

 

Considere, então, que o usuário pode não saber com exatidão qual é seu problema. Existe um incômodo, que pode ser um processo de trabalho moroso, uma experiência do dia a dia pouco fluida ou desconfortável, ou mesmo uma insatisfação geral com produtos de uma categoria. E aqui, antes de continuar, um insight importantíssimo:

 

“Tudo o que gera desconforto no usuário pode ser um problema que precise ser resolvido com inovação”.

 

Assim, se existe um incômodo (mesmo que leve), existe um campo quase infinito de possibilidades para resolver. Basta lançar sob o assunto o olhar da inovação.

 

E, quando falamos em inovação não necessariamente estamos falando de robôs, máquinas, tecnologias digitais (apesar delas serem o Top Trends do assunto). Estamos falando em mudar o percurso, fazer as mesmas coisas de jeitos diferentes para dar ao usuário uma experiência mais agradável.

porque-a-inovação-pode-ser-extraordinaria-3

 

Mas, afinal, porque isso é tão extraordinário?

 

Conhecimento técnico, capacidade criativa e metodologias são realmente incríveis. É o combustível que toca o barco da inovação. Mas, o que faz a inovação ser extraordinária é justamente o fato dela proporcionar as melhores experiências possíveis para as pessoas.

 

Quando um usuário navega em um APP e percebe que existem, além daquilo que ele já estava buscando, inúmeras funcionalidades úteis para ele, acontece o que vamos chamar de imprinting de inovação. É um encontro tão positivamente impactante que faz com que a solução se torne indispensável para aquele usuário a partir de então.

 

E, mais que isso: uma experiência de inovação impactante faz com que criemos novos referenciais capazes de guiar nossas ações e visão de mundo.

 

Usuários dos produtos Apple estão aí para confirmar isso. O anúncio de uma nova versão do Iphone, por exemplo, gera frisson que impacta até mesmo a bolsa de valores. E mesmo que aquela nova versão não tenha tantas novas funcionalidades ou que os usuários não tenham a necessidade real delas, eles vão se aglomerar em filas quilométricas para a inauguração em busca de apenas uma coisa: reviver seu imprinting

 

“Faça as pessoas se apaixonarem por você, por sua empresa, por seu serviço. Inspire-as com uma visão tão irresistível que elas não terão outra coisa a fazer senão pegar carona”.

(Steve Jobs)

 

Porque as empresas têm medo de inovar?

 

Ainda assim, a inovação permanece como um campo ainda obscuro para muitas empresas. É como se fosse uma onda gigante, daquelas que pode proporcionar a melhor experiência da vida de um surfista, mas que representa também um grande risco.

 

Inovar significa abrir trilhas nunca antes exploradas. Adotar novas ferramentas, digitalizar processos, lançar um novo produto no mercado. E, apesar das potenciais recompensas, o medo do tombo é paralisante.

 

Mas, aqui, uma constatação que talvez te motive a dar um passo além nesse sentido: inovar não é mais uma opção. É questão de sobrevivência para as empresas. Se você não fizer, outros farão.

 

Quando a Kodak engavetou a tecnologia que ela mesma criou (câmeras digitais) por perceber uma queda nas vendas de filmes para câmeras analógicas ela sentenciou sua própria morte. O medo da inovação foi tão paralisante que o inesperado aconteceu: outras empresas se apropriaram da tecnologia e enterraram a Kodak.

 

Quem não se arriscar jamais terá a recompensa de fazer algo realmente extraordinário. Sua empresa está pronta?